"Quem tinha tempo para a poesia? Pois ela comprou um carrinho invisível e começou a catar palavrão" Rita Apoena

19.10.17

1 de Dez

Quando te vi pela primeira vez meu corpo paralisou
Eu fiquei sem respirar.
Eu me afoguei.
Eu não conseguia tirar meus olhos de ti.

E aí, teus olhos acharam os meus
Os meus desviaram.

Olhei pro chão procurando algo em que pudesse firmar meu olhar.
Algo que me prendesse ao chão.
Porque as ondas dos teus olhos me arrastavam,
E não havia nada que pudesse me salvar.

Nenhuma ancora no chão.
Nenhuma boia naquele mar.
Me vi a deriva
Refletida naquele azul de mar sem fim
Me vi presa em tuas profundezas

E eu não sei nadar.




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