"Quem tinha tempo para a poesia? Pois ela comprou um carrinho invisível e começou a catar palavrão" Rita Apoena

16.10.12

E chega o Fim





Aquela sensação que eu sei o que é, que ele sabe o que é, e que todos sabem o que é. A sensação de que não há o que salvar, não há o que dizer, só esperar acabar. Assim, aos poucos, um dia após o outro. Sorrisos sem graça, um beijo na testa. Falta assunto, falta tato, falta fogo. Conversas cheias de "pois é" e "hehehe's". É assim quando se vai acabar, eu sei, ele sabe, todos nós sabemos. E a gente não fala de fim, a gente deixa o fim acontecer, chegar no tempo dele, e continuar levando enquanto dá. A gente vê o fim um pouquinho de cada vez, em câmera lenta, sentindo o gosto seco na boca. Será que se a gente só se falasse por mensagem iria durar? E se só usássemos emoticons? 
É aquela coisa de não poder se esconder porque o fim já nos encontrou, mesmo sem fazer barulho dentro do armário. Nessa brincadeira não tem batida salve todos, ou batida salve tudo...

É aquela sensação que eu já passei, que ele já passou e que todos nós já passamos, de saber que vai doer e que vai passar. Que vai nos deixar em casa na sexta, de pijama no sábado, bêbada no domingo e de ressaca na segunda.

O "The End" se aproxima, demorou mas chegou, mais uma vez. Nada que eu já não tenha perícia no assunto. Nenhuma surpresa, nenhum susto, nem medo, ou expectativas. A novidade é que dessa vez a queda vai ser de pé, só.

9.10.12

Be happy



Sem contrato, sem burocracia, sem condições ou concessões, sem muita filosofia. Se entregar e deixar levar, só!

2.10.12

Música






Troquei as cordas, prendi, afinei, procurei cifras, tentei novas notas, novas músicas, novos acordes, mas não adianta. Só sei tocar você no Si maior em Mi...


Shh...




Estou ficando despida de tantos segredos que você desabotoa do meu vestido.

22.9.12

No Lunês, nó é quando a 1ª pessoa do singular amarra tão forte a 3ª pessoa do singular que eles se tornam a 1ª do plural.

15.9.12

Pai nosso que estais no Céu...




Falta tanto tempo na sobra do que se fazer. No meio da fuligem dos carros que voam no asfalto de dia, e no meio dos corpos que se entregam nus a noite. É só uma dose pra fazer o mundo parar, só um trago pra aquecer o pulmão. Me farta essa pressa, me enfarta essa prece. Me enjoa essa nicotina, e o movimento dos corpos no chão escuro. Esse caos, esse culto. Me atrofia a alma e corrói meus ossos. É de ar que preciso, fresco e leve. Algo que limpe meu coração e desobstrua minhas vias aéreas. Ah Deus. Me livre do mal... Amém.

7.9.12

Talvez, quem sabe...



Talvez eu precise mesmo é de um contra-peso, daqueles saquinhos de areia em balão. Porque se deixar eu chego mesmo ao céu. Não é que minha cabeça esteja vazia, é que existe muita leveza. Talvez eu precise de uma mochila bem cheia e uma passagem, e uma barraca. Talvez o certo seja chegar as nuvens nessas condições em que me apresento, a gente tem que deixar o coração leve mesmo, pois o Ministério da Saúde adverte que alguns sentimentos sobrecarregam o coração. Sem pressa, sem medo, sem confusão. Minha obra é cheia de talvez, talvez porque já chega de certezas na vida, na minha vida. Talvez seja porque eu já cheguei nas nuvens e não sei como descer, mas sem pressa...

3.9.12

Infinito e além!

"E não quero esquecer de quem coloriu quando tudo estava cinza, a pessoa mais dramática do mundo, que me liga toodos os dias e conta as piadas mais sem graça do mundo, não vou citar nome, ele sabe que tô falando dele! ;)"
Dezembro de 2011

Parabéns meu amor, nessa nova fase da sua vida!
Obrigada por colorir e me trazer alegria quanto tudo estava nublado! Felicidade para sua família que está se iniciando!
Até algum dia ;*